
Atordoamento
Em 2009, o serviço noticioso gratuito norte-americano, Inside Science, informava* que recebia milhares reclamações de telespectadores descontentes com o volume da televisão, que aumentava sozinho durante o intervalo comercial. Nos Estados Unidos, a Comissão Federal de Comunicações estabelece limites para os picos de áudio na TV e no rádio. Segundo a CFC, o pico mais alto do comercial não pode ultrapassar o do programa. Jack Randorff, consultor na área, revela que os engenheiros de som “dão a volta” na CFC, utilizando um artifício chamado Dynamic Range Compression (DRC). O recurso equaliza as diferenças de pico de áudio:
Na linha do tempo, o som se comporta irregularmente, com altos e baixos, quase como um gráfico de eletrocardiograma. Isso Essas variações acontecem no som da programação e no som do intervalo comercial, independentemente. O artifício usado nos intervalos é feito através da redução dos sons altos e amplificação dos sons baixos. Assim, mesmo que a variação de som entre programação e intervalo fique dentro dos limites estabelecidos por lei, no geral o áudio do intervalo contém muito mais energia sonora. Por isso sofremos uma agressão durante os comerciais. A maioria das pessoas parece não perceber. O gráfico abaixo mostra uma pista de som antes de sofrer o DRC (a de cima) e depois (logo abaixo). Perceba que a segunda é melhor preenchida com som.
Sobre este podcast: há pelo menos três pistas de som no comercial. Uma para batidas e efeitos bobocas. Outra, para a trilha musical (que já é barulhenta) e outra para os gritos desesperados do locutor.

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